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Crônicas de Alexandre Fernandes Publicado em: 25/10/2016
  • Categoria: CRÔNICAS

Crônicas de Alexandre Fernandes

 

O cúmulo do absurdo

 

            Tive a oportunidade de conhecer uma empresa que produz e fornece de forma industrial os alimentos que são oferecidos à pacientes de hospitais, indústrias, albergados e detentos. Quando entrei no estabelecimento, um aroma aguçou os meus sentidos, olfato e especialmente o paladar. Diante daquela situação, com a barriga vazia e naturalmente o meu instinto de sobrevivência me obrigou a perguntar que cheiro era aquele (como se eu não soubesse que era comida). A atendente gentilmente me respondeu: - “Estamos produzindo refeições para hospitais e casas de detenções”.  Diante daquela resposta, fiquei curioso como funcionava esta atividade de produção de alimentos. Novamente a atendente me respondeu: - “Bom, aqui temos todo um processo de produção de alimento com inspeção de uma nutricionista e um cardápio variado e balanceado”. Então fiz uma nova pergunta: -“O que será servido hoje?” e ela me respondeu – “Hoje teremos arroz, feijão, salada, suco, frango ao molho e purê de batata.

 

Naquele momento fiquei pensando: Acordo cedo, saio para trabalhar honestamente, tento convencer as pessoas que o meu produto é de qualidade e quando chego em casa, a mesa tem arroz, feijão e o bife é disputado entre quatro pessoas e quando temos um dia de burguês, temos ovos fritos para acompanhar o prato nosso de cada dia e há noite dormimos mais cedo para não ficarmos com tanta fome. Bom, um pouco estou dramatizando este cenário, mas não foge da realizada de muitos brasileiros que nem sabem se irão comer neste dia em que construo está crônica.

Está é uma das realizada da lei que rege este país democrático e que favorece pessoas mal intencionadas e que são privilegiados por MORDOMIAS DE ATENDIMENTO MÉDICO E ODONTOLÓGICO; DIREITOS DO PRESO; ASSISTÊNCIA MATERIAL; ASSISTÊNCIA À SAÚDE; ASSISTÊNCIA EDUCACIONAL; ASSISTÊNCIA RELIGIOSA; ASSISTÊNCIA SOCIAL; AUXÍLIO-RECLUSÃO; DIREITO A VISITAS; VISITA ÍNTIMA e outras vantagens que você meu amigo leitor destas crônicas não consegue obter, isso sem contar que se depender de alguns caminhos pela nossa gloriosa justiça, “NÃO CONSEGUE”.

 

Os direitos Humanos que muita gente não consegue entender, e que eu também sou um deles, que já estudei está questão e continuo vendo navios, ou seja, também não consigo entender as verdadeiras razões de beneficiar casos em que o infrator tem mais privilégios do que o próprio cidadão universal.

 

Na Praça da Rodoviária aqui em Ariquemes, virou um acampamento de dependentes químicos que se utilizam aquela área pública para absorver tranquilamente seus entorpecentes, um cenário dividido entre homens, mulheres e jovens (felizmente não se observa criança na roda). Uma cena me chamou à atenção quando trafegava pela Avenida Jamari (em frente à rodoviária que também é uma droga e que há anos não recebe investimentos e melhorias) é que nossas queridas margaridas (profissionais que fazem a limpeza urbana) fazem a limpeza da praça da rodoviária e observei que uma delas fazia a limpeza dentro de um dos barracos montado por um usuário de drogas. É mole ou quer mais, o atendimento é vip na praça. Vou dar créditos à boa vontade de manter limpo à área até por uma questão da praça não se transformar em um lixão a céu aberto. E aproveito e parabenizo os vereadores que tem o legislativo em frente a está lamentável situação e não tiveram competência e força suficiente nos quatros anos para mudar este quadro.

 

Nosso querido Brasil é um país das maravilhas, que privilegia uns e causa danos a grande maioria dos brasileiros, mas o tempo muda a história e dias melhores certamente virão.

 

Alexandre Fernandes, Jornalista, presidente APIMVAJ (Associação dos Profissionais da Imprensa) e formador de opinião 

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